A primavera de 2026 começa oficialmente na próxima terça-feira (22), às 21h05, no horário de Brasília. A nova estação deve trazer mudanças no padrão de chuvas e aumento gradual das temperaturas em diferentes regiões do país.
No Espírito Santo, a previsão indica um cenário de chuvas irregulares e temperaturas acima da média, enquanto outros setores do Sudeste podem registrar períodos com maior volume de precipitação.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a primavera é marcada pelo aumento do fluxo de umidade vindo da Amazônia, que contribui para o avanço do período chuvoso no Centro-Oeste e no Sudeste. A estação também pode registrar os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema que favorece períodos de chuva persistente sobre o Sudeste.
Contraste no Sudeste
A distribuição das chuvas tende a ser diferente entre os estados da região. Enquanto áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais podem ter períodos de chuva mais frequente, o Espírito Santo deve enfrentar maior irregularidade.
O cenário pode provocar períodos alternados de chuva e tempo mais seco. A previsão climática do Inmet para setembro já apontava predominância de chuva acima da média em grande parte do Sudeste, mas com diferenças importantes entre as áreas da região.
As temperaturas também devem permanecer elevadas. O prognóstico para setembro indica valores acima da média em grande parte do Sudeste, especialmente em Minas Gerais, Espírito Santo e boa parte do Rio de Janeiro, com desvios de até 1,5 °C em algumas áreas.
Impactos no campo
A combinação entre calor e períodos de menor chuva pode aumentar a demanda por água na agricultura e na criação de animais. Com temperaturas mais altas, a evaporação também tende a ser maior, alterando a disponibilidade de água no solo.
No Espírito Santo, o cenário merece atenção principalmente para atividades que dependem de regularidade das chuvas, como a produção agrícola.
El Niño influencia o período
A primavera também será marcada pela atuação do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial.
O painel elaborado por órgãos como Inmet, Inpe e Cemaden aponta alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte nos próximos meses. O boletim mais recente indica mais de 90% de probabilidade de El Niño muito forte entre setembro e novembro.
O fenômeno pode contribuir para alterações no padrão de chuva e temperatura em diferentes regiões brasileiras. No Sul, por exemplo, o El Niño costuma estar associado a maior frequência de chuvas, enquanto seus efeitos podem variar em outras partes do país.
Ao longo da primavera, a população deve acompanhar as atualizações dos órgãos meteorológicos, principalmente durante episódios de calor intenso, chuva forte e tempestades. A combinação entre temperaturas elevadas e a passagem de frentes frias também pode favorecer a formação rápida de temporais em algumas áreas.















