Aumento do benefício mínimo busca recompor as perdas inflacionárias do período; medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira o reajuste no valor mínimo do programa Bolsa Família. Com a atualização, o piso do benefício passa dos atuais R$ 600 para R$ 691 por família. A medida é comunicada a poucas semanas do pleito eleitoral.
O valor de R$ 600 vigorava desde a transição do antigo Auxílio Emergencial — criado durante a pandemia de Covid-19 — para o Auxílio Brasil, implementado na gestão anterior. O programa voltou a adotar a denominação histórica de Bolsa Família no início do atual governo, em 2023.
Impacto orçamentário e respaldo legal
De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá um impacto orçamentário de R$ 5,8 bilhões no exercício deste ano e de R$ 22 bilhões previstos para 2027. O titular da pasta enfatizou que a adequação respeita os limites orçamentários do Poder Executivo:
“Do ponto de vista fiscal, é importante que a gente lembre que isso está sendo feito dentro das regras”, declarou Moretti.
Já o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a recomposição da inflação é um instrumento previsto em lei para assegurar o poder de compra das famílias beneficiárias do programa social.















