Decisão atinge ex-presidente e diretores do órgão que foram presos na Operação Ouroboros. Investigação apura suposto esquema de corrupção em contrato de R$ 86 milhões.
Onze dias após a deflagração da Operação Ouroboros, realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o governador em exercício, Ricardo Couto, assinou nesta segunda-feira (20) a exoneração de mais 14 servidores do Instituto Rio Metrópole (IRM).
A medida atinge cúpula e ocupantes de cargos comissionados do órgão envolvidos nas investigações sobre um suposto esquema de corrupção que envolve um contrato de R$ 86 milhões.
Principais exonerados e alvos da operação
Entre os servidores desligados da administração estadual estão quatro dos principais alvos da ação policial, que permanecem presos preventivamente:
- Davi Perini Vermelho (“Didê”): ex-presidente do Instituto Rio Metrópole;
- Maurício Silva Knoploch dos Santos: ex-diretor de Planejamento e Projetos;
- Franquis Dias Nepomuceno: ex-diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado;
- Amanda Íthala Santos da Paschoa: ex-gestora de contratos do instituto.
Além dos quatro diretores e gestores investigados, outros dez servidores comissionados do IRM também foram afastados das funções.
Mudanças na gestão do Instituto
Com a vacância nos cargos de liderança, o governo do estado redefiniu o comando do IRM para evitar a paralisia das atividades operacionais do órgão.
Transição no comando: O secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e titular da Secretaria de Governo, Roberto Leão, assume interinamente a direção do Instituto Rio Metrópole até a escolha e nomeação oficial do novo presidente.














