“Viúva Negra” é condenada a 16 anos de prisão após ser acusada de mandar mata o marido em Muriaé (MG)

Após 10 horas e meia de julgamento no plenário do Fórum Tabelião Pacheco de Medeiros, em Muriaé, chegou ao fim o júri do caso que ficou conhecido como o da “Viúva Negra”. A acusada, Larissa, foi condenada a 16 anos de prisão por ser a mandante do homicídio do companheiro Cletson Júnior Freitas Braga, com quem conviveu por 17 anos e teve dois filhos.

A promotora de justiça Dra. Jackeliny Rangel, avaliou a decisão como uma vitória parcial. Segundo ela, embora o Conselho de Sentença tenha acolhido todas as teses da acusação, também aceitou uma causa de diminuição de pena proposta pela defesa, o que reduziu a condenação de 24 para 16 anos.

“É uma tarde de gosto amargo. Uma vitória e uma derrota ao mesmo tempo. O Conselho de Sentença reconheceu todas as teses da acusação, mas também uma causa de diminuição. Sabemos que 16 anos parecem muito, mas não é. A pena da vítima é eterna, e o tempo efetivo de cumprimento é muito menor”, afirmou a promotora.

O Ministério Público vai recorrer da decisão, pedindo o aumento da pena no Tribunal. “O caso é muito grave. Trata-se de uma mandante do homicídio de um homem trabalhador, pai dos filhos dela. Vamos buscar um patamar de pena mais justo”, completou Dra. Jackeliny.

Durante a entrevista, a promotora também destacou que há nos autos indícios de que Larissa teria tentado envenenar o marido em outras ocasiões, embora sem provas materiais suficientes para novas acusações. A acusada permanece em regime fechado.

Defesa também pretende recorrer
A advogada Dra. Letícia Carvalhaes, responsável pela defesa de Larissa, afirmou que o resultado estava dentro do esperado, já que a defesa não buscava absolvição, mas sim a redução da pena com base na colaboração da ré durante as investigações.

“A defesa não sustentou a absolvição. Buscamos a diminuição de pena prevista na Lei 9.807/99, artigo 14, pela colaboração dela com as investigações. Sem as informações prestadas por Larissa, talvez os outros corréus nem tivessem sido condenados”, explicou a advogada.

Apesar disso, a defesa também vai recorrer.

Fonte: Rádio Muriaé

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