A crise chegou a Quissamã, no Norte Fluminense, e o prefeito Marcelo Batista (PP) exonerou — de uma só vez — mais de mil servidores comissionados e reduzir em 25% o valor de todos os contratos da prefeitura. A medida, publicada no Diário Oficial extra de sexta-feira (27), foi justificada pelas dificuldades em fechar as contas do município.
O anúncio também foi feito nas redes sociais do prefeito e em reunião a portas fechadas com os comissionados De acordo com Batista, governar uma cidade exige responsabilidade fiscal e administrativa, motivo pelo qual, segundo ele, serão adotadas “as medidas necessárias”.
“Sabemos que são medidas desafiadoras, mas necessárias para garantir o equilíbrio das contas e a continuidade dos serviços à população. Estamos acompanhando atentamente o comportamento das receitas, que vêm oscilando, e seguimos trabalhando na busca de recursos e parcerias para ampliar e diversificar a economia da nossa cidade”, afirmou.
Quissamã arrecadou R$ 528,4 milhões no ano passado
Em 2025, a cidade registrou arrecadação recorde de cerca de R$ 528,4 milhões. Dados da Secretaria Municipal de Fazenda apresentados à Câmara de Vereadores indicam superávit superior a R$ 50 milhões, com 99,31% das despesas liquidadas e aumento de aproximadamente 15% nos repasses de royalties.
Moradores e comerciantes temem impacto na economia local, já que a prefeitura é o maior empregador do município. Nesta semana, a recarga do vale-alimentação de R$ 700 não foi efetuada na quinta-feira (26), e restaurantes, lanchonetes e mercados relatam queda nas vendas.
Fonte: Tempo Real














