Polícia e MPRJ tentam prender 11 em operação contra esquema de pirâmide que impôs R$ 7,5 milhões de prejuízo

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta sexta-feira (17) uma operação para cumprir 11 mandados de prisão contra integrantes de uma associação criminosa suspeita de aplicar golpes de pirâmide financeira no Rio de Janeiro.
Segundo a Delegacia de Defraudações, o esquema funcionava desde 2020 e causou prejuízo de aproximadamente R$ 7,5 milhões. Há pelo menos 165 ações judiciais e registros de ocorrências contra os investigados.


“Nós temos informações seguras de que esses valores que eles movimentavam ultrapassavam R$ 50 milhões”, afirmou o delegado Marcos Buss.


Até a última atualização desta reportagem, 1 alvo havia sido preso: Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves é apontado como integrante do “núcleo comercial” do esquema, responsável pela captação e manutenção das vítimas. Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes, apontado como parceiro dos chefes do golpe, já estava encarcerado. Todos os 11 procurados foram denunciados pelo MPRJ por organização criminosa voltada à prática de pirâmide financeira, crimes contra a economia popular e estelionato. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa da Capital. Os alvos

Bruno Facão de Carvalho, chefe do esquema, foragido;
Caio Kohlbach Reis, captador de investidores, foragido;
Daniel Sérgio de Assis, captador de investidores, foragido;
Douglas de Assis Viana, chefe do esquema, foragido;
Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves, captador de investidores, preso nesta sexta;
João Pedro Rocha de Faria, captador de investidores, foragido;
Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes, parceiro do grupo, já encarcerado;
Mário José do Nascimento, marqueteiro, foragido;
Mayara Cristina Oliveira de Souza, parceira do grupo, foragida;
Rafhael Marinho Mashio, captador de investidores, foragido;
Victor Hugo Ferreira de Souza Vieira, parceiro do grupo, foragido.
Conglomerado

De acordo com a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, responsável pela denúncia, o grupo criou um conglomerado de 19 empresas de fachada — ligadas principalmente aos grupos LGO e A&C —, todas registradas no mesmo endereço, na Rua da Assembleia, no Centro do Rio, para dar aparência de legalidade ao negócio.


“Eles atraíam as vítimas nas redes sociais, ostentando uma vida de muito luxo”, lembrou Buss.
As empresas não possuem registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e operavam fora do sistema financeiro nacional, apesar de oferecerem investimentos ao público.


O MPRJ destacou que parte dos envolvidos já respondia a diversos inquéritos por crimes semelhantes e que o grupo teria mantido as atividades ilícitas mesmo após prisões e operações policiais anteriores.
Há a suspeita, ainda, de que os alvos desta sexta tinham ligação com o Autibank, banco digital cujo dono, Yuri Medeiros Correa, foi preso por um esquema semelhante.


Promessas de lucro e bloqueio de saques
Os investigados prometiam retorno de cerca de 3% ao mês aos investidores. Nos primeiros meses, os pagamentos eram feitos para gerar confiança, enquanto as vítimas eram incentivadas a reinvestir valores e indicar novos participantes. Posteriormente, porém, os saques eram bloqueados. Os rendimentos eram pagos com o dinheiro de novos investidores, prática conhecida como esquema Ponzi.

A polícia afirma que, quando uma das empresas começava a apresentar problemas ou acumular reclamações, os investigados abriam uma nova pessoa jurídica e migravam os clientes, mantendo o funcionamento do esquema.


“A promessa era de rendimentos muito superiores aos praticados no mercado. Então, as vítimas se sentiam atraídas por esses rendimentos”, explicou o delegado.
“Prometiam esses rendimentos com ‘baixo risco’, mas, na verdade, nada era produzido. Os mais antigos desse esquema de pirâmide eram remunerados pelos novos”, prosseguiu Buss.
“Então, a partir do momento que o ingresso de novas vítimas não conseguia cobrir os saques, o esquema desmoronava, e eles retiravam todo o dinheiro e sumiam no mundo”, emendou.
Casos de vítimas

A investigação identificou situações em que vítimas fizeram aportes elevados ao longo do tempo. Em um dos casos, uma pessoa investiu cerca de R$ 1,5 milhão em contratos sucessivos.
Segundo a polícia, outra vítima foi convencida a contrair um empréstimo para investir no esquema e acabou ficando com a dívida após não conseguir resgatar o valor aplicado.

Fonte: G1

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