Uma nova caneta de semaglutida começa a ser comercializada no Brasil nesta sexta-feira (6). Batizado de Semaclique, o medicamento será vendido pela Brace Pharma, empresa do Grupo EMS, por R$ 464,81 a unidade. Na compra de três canetas, o valor individual cai para R$ 333, totalizando R$ 999.
O produto foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto de 2026 para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. Apesar de conter a mesma substância presente em medicamentos conhecidos pelo uso no controle do peso, o Semaclique não tem indicação aprovada para o tratamento da obesidade.
A semaglutida também está presente no Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e no Wegovy, autorizado para o tratamento da obesidade. No entanto, medicamentos com o mesmo princípio ativo podem ter indicações, dosagens e condições de uso diferentes, conforme o registro sanitário de cada produto.
Como funciona o medicamento?
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. A substância imita a ação de um hormônio intestinal envolvido no controle da glicose no sangue e na regulação do apetite.
Entre seus efeitos estão o estímulo à liberação de insulina quando a glicemia está elevada, o retardo do esvaziamento do estômago e o aumento da sensação de saciedade.
A aplicação é subcutânea e semanal. Segundo a fabricante, a caneta possui um sistema de seleção de doses por cliques, que permite ajustes graduais conforme a prescrição médica. A quantidade aplicada não deve ser alterada por iniciativa própria.
Entre os possíveis efeitos adversos estão náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Também existem riscos menos frequentes, mas potencialmente graves, como pancreatite.
A comercialização exige receita médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia. O armazenamento deve seguir as orientações da bula, incluindo a refrigeração indicada pelo fabricante.
Novas opções no mercado brasileiro
A chegada do Semaclique ocorre em um período de expansão do mercado de medicamentos à base de semaglutida no Brasil. O fim da patente da substância, em março de 2026, abriu caminho para a entrada de novos fabricantes.
Ao longo deste ano, a Anvisa autorizou diferentes versões de semaglutida e outras canetas da classe dos agonistas de GLP-1, com indicações que variam entre diabetes tipo 2 e obesidade.
A aprovação sanitária, porém, não significa que todos os produtos estejam imediatamente disponíveis nas farmácias. A comercialização depende de etapas como definição de preços e distribuição.
A entrada de novas marcas pode ampliar a concorrência, mas não representa garantia de redução dos custos para os pacientes. O valor do tratamento também depende da dose prescrita e da quantidade de medicamento utilizada.











