Mais de R$ 1,2 milhão, além de dólares e euros, foram encontrados escondidos dentro de um puff na residência de uma mulher em Santo André, na Grande São Paulo, no sábado (24). O imóvel pertence à irmã da delegada da Polícia Civil Maria Aparecida Rezende Corsato, que passou a ser investigada pela Corregedoria da corporação após a descoberta.
Segundo o relato feito à Polícia Militar, a delegada teria deixado o móvel na casa da irmã, no bairro Vila Scarpelli, após afirmar que estava sendo procurada em razão de uma suposta ordem de busca e apreensão. Ao abrir o compartimento interno do puff, Marise Rezende Corsato Braga encontrou pacotes de dinheiro e acionou a PM pelo telefone 190.
De acordo com o boletim de ocorrência, o móvel tinha aproximadamente 50 centímetros de largura e comprimento. Os policiais identificaram cédulas de diferentes moedas em seu interior. O local foi preservado para a realização de perícia, e a ocorrência foi inicialmente comunicada ao 2º Distrito Policial de Santo André, sendo posteriormente encaminhada à Corregedoria.
Após a contagem, foram contabilizados R$ 1.246.150, US$ 120 mil e € 12.675. Anotações também foram apreendidas, mas a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não divulgou o conteúdo dos documentos. Os valores serão encaminhados para depósito judicial.
Em nota, a SSP informou que a Corregedoria instaurou procedimentos para apurar a origem do dinheiro e verificar eventual responsabilidade criminal e administrativa da delegada. A investigação prevê depoimentos e perícias. Segundo a secretaria, até o registro da ocorrência, Maria Aparecida ainda não havia sido localizada para prestar esclarecimentos.
O que diz a delegada
Em nota, Maria Aparecida afirmou que o dinheiro pertence a uma herança que ainda não foi partilhada e que os valores estavam sob a posse da irmã. Ela também atribuiu o episódio a um desentendimento familiar e informou que seus advogados estão tomando as providências necessárias para prestar esclarecimentos à Corregedoria.
A delegada alegou que a irmã enfrenta problemas emocionais e que já teria procurado a Corregedoria em outras ocasiões após conflitos familiares. Como exemplo, mencionou um episódio de 2008, quando Marise teria registrado um boletim de ocorrência alegando abandono da mãe das duas.
Maria Aparecida também fez alegações sobre o consumo de álcool pela irmã e manifestou preocupação com os possíveis impactos da repercussão do caso sobre a saúde dela. Essas declarações não foram verificadas de forma independente.
A investigação segue em andamento para esclarecer a origem dos valores encontrados e determinar se houve alguma irregularidade.













