Governos de diversos países estão reforçando orientações para que a população mantenha em casa reservas de alimentos, água potável, medicamentos e outros itens essenciais. Um levantamento divulgado pela Rage Intel aponta que 33 países adotam recomendações desse tipo como parte de estratégias de preparação para possíveis situações de emergência.
Entre os países citados estão Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Noruega. As orientações buscam preparar as famílias para períodos em que serviços públicos, energia elétrica, abastecimento de água ou funcionamento do comércio possam ser afetados.
Quanto tempo os estoques devem durar?
O período recomendado varia conforme o país. No Reino Unido e na França, as autoridades orientam a preparação de suprimentos para pelo menos 72 horas. Na Suécia e na Noruega, a recomendação é manter reservas suficientes para uma semana. Já na Alemanha, as orientações de proteção civil consideram a possibilidade de manter estoques para até dez dias.
A União Europeia também adotou medidas nessa direção. Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou uma estratégia de preparação para crises, incentivando os cidadãos a terem condições de se manter por pelo menos 72 horas sem depender de ajuda externa.
O que deve fazer parte do kit de emergência?
As recomendações incluem itens básicos para garantir alimentação, hidratação, comunicação e cuidados pessoais durante possíveis interrupções de serviços.
Entre os principais produtos estão:
- Água potável;
- Alimentos não perecíveis e de fácil preparo;
- Medicamentos de uso contínuo;
- Lanterna e pilhas ou baterias extras;
- Rádio portátil;
- Kit de primeiros socorros;
- Produtos de higiene pessoal;
- Documentos importantes e contatos de emergência.
Recomendações não significam previsão de guerra
Apesar da preocupação com conflitos internacionais, as orientações não indicam que uma guerra esteja prestes a começar. As estratégias também consideram desastres naturais, eventos climáticos extremos, apagões, ataques cibernéticos e falhas em infraestruturas essenciais.
O levantamento da Rage Intel menciona 33 países, mas isso não significa que todos tenham emitido alertas recentemente. Parte das recomendações já existe há anos e vem sendo atualizada pelos governos conforme os riscos identificados.
A proposta é incentivar a prevenção e reduzir a dependência imediata de serviços externos durante situações inesperadas.













