O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma agenda de campanha realizada na segunda-feira (21). Em reunião com influenciadores digitais, o presidenciável defendeu um aumento maior no valor do Bolsa Família e afirmou que o programa deve ser mantido como uma política de renda mínima.
Durante o encontro, Cury declarou: “O Lula ama o cargo, não os pobres”. A fala ocorreu dias após o governo federal anunciar uma atualização de 15,04% nos valores do Bolsa Família, com vigência a partir da folha de outubro. O valor mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado subirá de R$ 675 para R$ 777. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a atualização corresponde à recomposição da inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Cury afirmou que o programa deve continuar, mas defendeu que a política de transferência de renda seja acompanhada por medidas capazes de ampliar a autonomia econômica das famílias, com estímulo ao emprego, ao empreendedorismo e à geração de renda. O candidato já havia apresentado propostas semelhantes em outras agendas de campanha.
Críticas à polarização
Durante a mesma reunião, o candidato também criticou a polarização política e fez referências a Lula e ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Cury, a disputa entre grupos políticos teria contribuído para o que classificou como uma “indústria do ódio” no país.
Na agenda, o presidenciável ainda abordou temas como empreendedorismo, geração de oportunidades, educação, formação de jovens, inteligência artificial e robótica.
Entre as propostas mencionadas esteve a ampliação do crédito para pequenos e médios empreendedores, além da criação de uma estrutura específica voltada ao desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial e robótica. A candidatura de Cury pelo Avante foi oficializada pelo partido em agosto.
















