Quatro pessoas — dois homens e duas mulheres — foram presas em flagrante, na terça-feira (19), durante uma operação da Polícia Civil em Marataízes, no Litoral Sul do Espírito Santo, por envolvimento em crimes de extorsão mediante sequestro, tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ação contou com apoio da Força Tática do 16º BPM e do setor de inteligência da Guarda Civil Municipal.
A operação é desdobramento de prisões realizadas na segunda-feira (18), quando dois investigados foram detidos após exigirem dinheiro para devolver uma motocicleta retida ilegalmente.
As investigações apontaram que, após essas prisões, integrantes do mesmo grupo criminoso passaram a cobrar dos familiares da vítima valores relacionados a supostos honorários advocatícios dos presos, além de quantia pela devolução do veículo.
De acordo com o delegado de Marataízes, Thiago Viana, integrantes do grupo obrigaram a vítima de extorsão a entrar em um veículo.
“Ela foi levada até a residência de familiares e usada como instrumento de pressão para obtenção da vantagem econômica indevida. Diante da recusa da família em efetuar o pagamento exigido, a vítima foi novamente colocada à força no automóvel, levada para outro ponto da cidade e violentamente agredida com pedaços de madeira, além de sofrer graves ameaças de morte”, relatou.
A vítima foi socorrida por populares e encaminhada para atendimento na UPA de Marataízes. Após o crime, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências e localizaram um dos envolvidos diretamente na extorsão mediante sequestro. Na continuidade da operação, outros três suspeitos foram presos em um imóvel ligado ao grupo, por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
No local, foram apreendidas porções de maconha e cocaína, balanças de precisão, material para embalo, anotações e dinheiro fracionado. Em outra frente da operação, um investigado fugiu ao perceber a aproximação policial, abandonando drogas, arma de fogo, munições e outros materiais relacionados ao tráfico, que também foram apreendidos.
Segundo a Polícia Civil, o caso evidencia a atuação de uma associação criminosa envolvida com tráfico de drogas e crimes patrimoniais violentos, utilizando sequestro, agressões e ameaças para cobrança de valores ilícitos. A corporação informou que representou pela prisão preventiva dos detidos e segue com as investigações para localizar outros envolvidos.














