Uma comitiva do Governo do Rio de Janeiro, liderada pelo governador Cláudio Castro, cumpriu agenda em Londres nesta sexta-feira (06) para estudar o modelo de despoluição do Rio Tâmisa. O encontro com representantes da empresa Tideway focou em projetos estruturantes de saneamento, drenagem urbana e recuperação ambiental, com o objetivo de adaptar as soluções britânicas à realidade da Baía de Guanabara.
O projeto londrino baseia-se no Thames Tideway Tunnel, um túnel subterrâneo de 25 km de extensão concluído em 2024. O sistema é estratégico por:
Interceptar 34 pontos de extravasamento de esgoto ao longo do rio.
Reduzir em cerca de 95% as descargas de efluentes associadas a chuvas intensas.
A Tideway atua de forma independente da concessionária tradicional, modelo regulatório que foi alvo de análise da equipe fluminense.
O governador destacou que o desafio da Baía de Guanabara é semelhante ao histórico do Tâmisa. Atualmente, o Rio de Janeiro possui um plano de concessão que prevê: R$ 2,7 bilhões destinados exclusivamente ao entorno da Baía, dentro de um total de R$ 24,4 bilhões em 35 anos.
Implantação de 47 km de coletores tronco e estações de bombeamento.
Benefício direto para 10 milhões de pessoas em 17 municípios da bacia hidrográfica.
Através do Programa de Saneamento Ambiental (PSAM), o estado já executa intervenções de grande escala para interceptar e redirecionar esgoto que antes era lançado in natura. A troca de experiências em Londres visa otimizar a governança e os mecanismos financeiros para garantir que as obras no Rio atinjam o mesmo nível de eficácia do sistema europeu.
Informações: Governo RJ













