O deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso nesta quinta-feira (15) durante a Operação Unha e Carne 8, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, também está entre os presos.
As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e fazem parte de um desdobramento da sexta fase da operação, realizada em julho.
Na ocasião, Canella e Amim foram alvos de mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio. Segundo as apurações, o grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolveria a participação ou anuência de agentes políticos.
Em 7 de julho, Canella também foi preso após a polícia encontrar um fuzil em seu veículo. O episódio deu origem à sétima fase da operação, realizada no mês passado, quando o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) foi preso por suspeita de posse irregular de arma de fogo de uso restrito.
Mandados em diferentes cidades do estado
Nesta quinta-feira, os agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em municípios como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
Márcio Canella foi preso em sua residência, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Além de Canella e Marcus Amim, a lista de presos divulgada inclui Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior, Márcio Correia de Oliveira e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil.
Bloqueio de bens e suspensão de atividades
A decisão judicial também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas. A maioria delas atua no setor de postos de combustíveis.
As investigações apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis conexões entre empresários e agentes públicos. As suspeitas ainda dependem da apuração judicial, e os investigados têm direito à presunção de inocência.













