A Prefeitura de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou o primeiro caso de mpox no município. O registro foi anunciado em 31 de outubro. Em Minas Gerais, foram contabilizados 33 casos confirmados da doença até o início de novembro de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
O número é inferior ao registrado nos últimos anos. Em 2022, quando a doença ganhou alcance mundial, Minas Gerais contabilizou 610 casos. Nos anos seguintes, foram 53 registros em 2023, 68 em 2024 e 136 em 2025. Os dados de 2026 ainda são parciais e podem sofrer alterações.
Como ocorre a transmissão?
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox e pode atingir qualquer pessoa. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas.
De acordo com a SES-MG, a maioria dos casos confirmados no estado envolve pessoas do sexo masculino, principalmente na faixa etária entre 15 e 34 anos.
A cepa identificada em circulação em Minas Gerais pertence ao clado II, especificamente ao subclado IIb, associado ao surto global iniciado em 2022. Segundo a Secretaria, o estado apresenta registros esporádicos, em um cenário de transmissão controlada.
Quais são os principais sintomas?
Os sinais mais comuns da mpox incluem:
- Lesões na pele, que podem aparecer como manchas, bolhas ou feridas;
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares e no corpo;
- Calafrios;
- Fraqueza;
- Aumento dos gânglios linfáticos, conhecido como ínguas.
As lesões podem surgir em diferentes partes do corpo, como rosto, mãos, pés, boca e regiões genital e anal.
O que fazer em caso de suspeita?
Ao apresentar sintomas suspeitos, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação. Também é importante informar se houve contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença.
A SES-MG mantém o monitoramento epidemiológico e recomenda que a população acompanhe as orientações divulgadas pelos canais oficiais de saúde.














