Investigados tinham acesso privilegiado ao sistema, emitiam novos cartões e invadiram 63 contas-correntes, segundo a Polícia Civil.
Novos detalhes revelados pela investigação policial apontam como operava a fraude milionária praticada por dois ex-gerentes do Banco do Brasil, acusados de desviar mais de R$ 4 milhões da instituição financeira. Segundo as apurações, a dupla utilizava indevidamente dados bancários de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de pessoas falecidas para efetuar os saques fraudulentos.
Em entrevista concedida à imprensa, a delegada responsável pelo caso, Bernadete Santana, explicou que os ex-funcionários se aproveitavam do acesso privilegiado que possuíam aos sistemas internos do banco para mapear os alvos e executar o esquema sem levantar suspeitas imediatas.
Dinâmica da fraude e emissão de cartões
Conforme detalhado pela delegada, os investigados selecionavam contas com movimentações atípicas ou de titulares vulneráveis. A partir dessas informações estratégicas, eles realizavam os seguintes passos:
- Emissão não autorizada de cartões: Geravam novas vias de cartões magnéticos em nome dos clientes reais sem o conhecimento destes ou de seus familiares;
- Invasão de contas: Acessavam diretamente cerca de 63 contas-correntes cadastradas na instituição;
- Saque dos valores: Efetuavam retiradas em dinheiro e transferências dos montantes acumulados, somando o prejuízo superior a R$ 4 milhões.
As investigações prosseguem para determinar se houve a participação de outros facilitadores no esquema e para identificar eventuais novas vítimas da fraude.














