A trajetória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 poderá movimentar até R$ 244,9 milhões na economia da capital fluminense. A estimativa consta no estudo “Potencial Impacto Econômico dos Jogos do Brasil na Copa do Mundo de Futebol 2026 na Economia Carioca”, divulgado pela Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur.
O teto da projeção financeira considera o cenário esportivo mais favorável para o país: a disputa de todas as oito partidas possíveis na competição, culminando com a chegada à final e a conquista do hexacampeonato mundial.
Impacto progressivo a cada fase da competição
De acordo com o levantamento técnico, o impacto financeiro na cidade cresce de forma escalonada à medida que a Seleção avança no torneio. Cada nova partida disputada representa um incremento médio de R$ 30,6 milhões na circulação de capital local.
As projeções de movimentação econômica acumulada por fase são as seguintes:
- Fase de grupos (3 jogos): R$ 91,8 milhões
- Segunda fase (16 avos de final): R$ 122,4 milhões
- Oitavas de final: R$ 153 milhões
- Quartas de final: R$ 183,6 milhões
- Semifinal: R$ 214,2 milhões
- Final: R$ 244,9 milhões
Os cálculos têm como base o consumo direto dos torcedores. Estão incluídos gastos com transporte, ingressos, adereços e artigos esportivos, além do consumo em bares, restaurantes, festas temáticas e a compra de alimentos e bebidas para reuniões domiciliares.
Metodologia e comportamento do torcedor
As estimativas utilizaram como referência o estudo prévio Economia do Futebol Carioca, também publicado pelo Município. A análise mapeou o comportamento de consumo dos torcedores dos quatro grandes clubes do Rio — Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo — que tradicionalmente se reúnem em espaços públicos e privados para acompanhar os jogos.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, ressaltou a relação entre a cultura local e a dinâmica financeira. “Poucas cidades vivem o futebol com a intensidade do Rio de Janeiro. Quando a Seleção entra em campo, bares, restaurantes e espaços de convivência ficam movimentados, gerando benefícios para diversos setores da economia. O estudo mostra que a paixão do carioca pelo futebol também se traduz em geração de renda e oportunidades”, apontou.
Cadeia produtiva beneficiada
Além dos setores de alimentação e bebidas, o relatório aponta reflexos positivos em outras cadeias comerciais, como o mercado de entretenimento, realização de eventos com transmissões públicas e investimentos privados em infraestrutura para exibição dos jogos.
“Os resultados reforçam a relevância dos grandes eventos esportivos como indutores de atividade econômica. A mobilização gerada pelos jogos do Brasil estimula diferentes cadeias produtivas ligadas ao turismo, ao entretenimento e à gastronomia, ampliando a circulação de pessoas e o consumo”, avalia o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
O documento com a íntegra do estudo e a metodologia detalhada foi disponibilizado para consulta pública no Observatório Econômico do Rio (observatorioeconomico.rio) e no portal oficial da Riotur.














