O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou nesta quinta-feira (30) a histórica implementação de cotas para pessoas transgênero em seus cursos de graduação e pós-graduação.
A nova política de ações afirmativas reservará 2% das vagas para este grupo social, com acesso via Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os primeiros estudantes beneficiados pela medida deverão ingressar já na edição do programa que leva ao ano letivo de 2026.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou o caráter de reparação da medida:
“As cotas são um mecanismo de justiça social e de reparação, além de representarem uma resposta ao contexto de exclusão”, afirmou.
Rio de Janeiro Lidera
A decisão coloca a UFRJ — considerada a segunda melhor instituição de ensino superior do Brasil pelo Center for World University Rankings (CWUR) — entre as mais de 29 universidades federais que já adotam políticas de cotas para pessoas transgênero, segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).
O estado do Rio de Janeiro se consolida como o que possui o maior número de federais com políticas do tipo.
Outras Federais com Cotas Trans (Seleção)
A UFRJ se junta a uma vasta lista de instituições que já possuem reserva de vagas, incluindo grandes nomes na Região Sudeste:
- Rio de Janeiro: UFF, UFRRJ, UFRJ (agora incluída), UNIRIO.
- Minas Gerais: UFSJ, UFLA, UFU, UFTM.
- São Paulo: UFSCar, UNIFESP, UFABC.
A política de cotas foi construída pela Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada) da instituição, que vinha trabalhando no projeto desde outubro de 2024.
Informações: Terra














