Em uma decisão inédita nas últimas duas décadas, a TV Globo anunciou, nesta quinta-feira (1º), o cancelamento do último debate entre os candidatos à Presidência da República previsto para o primeiro turno. O encontro aconteceria a apenas três dias do pleito, mas teve sua realização inviabilizada devido a uma série de determinações judiciais de última hora que alteraram as regras e o formato previamente acordados entre a emissora e os partidos.
A emissora justificou o cancelamento apontando quadro de insegurança jurídica e interferência direta nas diretrizes organizacionais do evento.
Entenda a sequência de fatos que levou ao cancelamento
- Alterações no rol de participantes: Horas antes do programa, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ampliaram a lista de debatedores. O ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos (Missão), enquanto o ministro Kássio Nunes Marques havia determinado a participação de Romeu Zema (Novo).
- Restrições ao formato do debate: A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de deixar um púlpito vazio reservado ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, bem como vetou a realização de perguntas direcionadas a candidatos ausentes.
- Ausências confirmadas: Luiz Inácio Lula da Silva já havia confirmado que não compareceria ao estúdio — optando por participar de uma entrevista ao vivo no Flow Podcast no mesmo horário. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) também havia anunciado sua ausência.

