Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decretaram estado de greve, etapa que antecede uma eventual paralisação das atividades. A decisão foi aprovada por unanimidade durante uma assembleia nacional realizada no dia 18 e divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social (SINSSP-BR).
Segundo a entidade, a medida é uma reação ao que considera descumprimento de acordos firmados durante as greves de 2022 e 2024. O sindicato também afirma ter esgotado as tentativas de negociação para impedir a possível extinção do cargo de Técnico do Seguro Social.
De acordo com a categoria, representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) teriam informado que o governo pretende reduzir gradualmente o número de técnicos e manter apenas os analistas na carreira do INSS.
O sindicato também relaciona a mudança à criação da carreira de Analista Técnico do Poder Executivo Federal (ATPE) e afirma que o cargo de técnico já estaria em processo de extinção.
Apesar do estado de greve, ainda não há data definida para uma paralisação. Até o momento, também não foi anunciada nenhuma alteração imediata no atendimento aos segurados ou no pagamento de benefícios.
O SINSSP-BR informou que comunicou oficialmente a decisão ao Ministério da Previdência Social, à presidência do INSS, a parlamentares e à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Os órgãos citados foram procurados para comentar as reivindicações e a situação, mas ainda não haviam se manifestado até a publicação das informações.
Informações: O Dia

