Com dois óbitos registrados, Itaperuna lidera estatística regional em período de maior risco da doença
A Secretaria de Estado de Saúde (SEAS-RJ) confirmou 14 casos e quatro mortes por febre maculosa no Estado do Rio de Janeiro até o dia 9 de agosto. Apesar da redução em relação aos anos anteriores — foram 46 casos e 19 mortes em 2024, e 33 casos com 14 óbitos em 2025 —, a taxa de letalidade atual é alarmante: 28%.
O caso fatal mais recente ocorreu em São Fidélis, no Norte Fluminense, e tirou a vida do veterinário Gabriel Serra, de 30 anos. As outras três mortes registradas no estado ocorreram nos municípios de Itaperuna (2) e Campos dos Goytacazes (1).
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o período entre julho e novembro exige atenção redobrada por apresentar a maior incidência da doença. No território fluminense, municípios do Norte e Noroeste — como Campos, Italva, Itaperuna, Macaé e Porciúncula — são apontados como áreas de maior risco.
Diagnóstico rápido é vital
Causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada do carrapato infectado, a febre maculosa apresenta sintomas iniciais parecidos com os da gripe ou dengue: febre, dor de cabeça e dores no corpo. A partir do terceiro dia, surgem manchas avermelhadas, principalmente nas palmas das mãos e solas dos pés.
O quadro pode se tornar irreversível a partir do quinto dia de infecção. Por isso, a pesquisadora da Fiocruz Elba Lemos alerta para a urgência no atendimento clínico: “As mortes por febre maculosa são por falta ou atraso no diagnóstico. Os médicos têm que estar alertas e iniciar o tratamento imediatamente, antes mesmo do resultado dos exames”.
Diante do risco elevado de gravidade, especialistas orientam que moradores e visitantes de áreas rurais ou de mata procurem atendimento médico imediato ao apresentarem febre e informem se tiveram contato com carrapatos.

