RJ está em risco ‘moderado’ de transmissão da Covid-19 durante reabertura, diz painel do governo

Documento divulgado pelo estado detalha como é a classificação por cores e estágios que determinam qual é o risco de flexibilizar isolamento social.

Critérios estabelecidos para calcular o risco de flexibilização do isolamento social no Rio de Janeiro indicam que o estado está, atualmente, em um estágio “moderado” da pandemia.

O governo criou um conjunto de indicadores para determinar esses estágios, que são separados por cores. Segundo panorama divulgado na quarta-feira (8), o RJ somou 10 pontos, o que significa um risco moderado, ou seja, “bandeira laranja” (veja a tabela abaixo).

Chamado de “Pacto Covid RJ”, o objetivo do material é “ampliar transparência na divulgação das regras de flexibilização do isolamento”.

De acordo com as informações da Secretaria Extraordinária de Covid-19, o conjunto de indicadores é o mesmo utilizado por técnicos da pasta e dados do painel serão divulgados a cada 15 dias. Também haverá a publicação semanal de um boletim epidemiológico.

“O novo Pacto Covid vai diminuir os ruídos de informação sobre os critérios técnicos usados pelo governo do estado na pandemia e tornar mais claras para a população as decisões sobre flexibilização das medidas”, afirmou a secretária extraordinária de Ações Integradas da Covid-19, Flávia Barbosa.

Tais critérios, informou a pasta, são validados pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasens) e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Na tabela, dividida em cinco cores, cada uma delas indica o seguinte:

  • Roxa representa um risco muito alto;
  • Vermelha, risco alto;
  • Laranja, risco moderado;
  • Amarela, risco baixo;
  • Verde, risco muito baixo.

Para saber em qual dessas faixas está o RJ, os técnicos consideram seis indicadores, separados da seguinte forma:

Três relativos à capacidade do sistema de saúde de absorver os pacientes da Covid-19

  • Taxa de ocupação de leitos de UTI,
  • Taxa de ocupação de leitos de enfermaria e previsão,
  • Tempo de esgotamento dos leitos de UTI.

Mais três indicadores epidemiológicos

  • Variação do número de óbitos por Covid,
  • Variação do número de casos da doença,
  • Percentual do número de testes positivos para a doença em relação ao total dos exames realizados.

A soma obtida pelos indicadores gera uma tabela de pontos que estabelece a fase atual do estado no enfrentamento da pandemia. Até 9 pontos na tabela o risco é baixo e a bandeira é amarela. De 10 a 18 pontos, o risco é moderado e a bandeira é laranja.

Na bandeira laranja, estão previstas as seguintes medidas:

  • Isolamento domiciliar,
  • Monitoramento de casos sintomáticos e contatos,
  • Distanciamento social,
  • Garantia de acesso às necessidades básicas,
  • Acesso a serviços de saúde,
  • Redução de contato,
  • Reforço em higiene e etiqueta respiratória,
  • Restrição de atividades que gerem aglomeração,
  • Avaliação da possível suspensão de atividades econômicas não essenciais,
  • Adequação de horários para os setores econômicos, com o objetivo de reduzir aglomerações nos sistemas de transporte público.

De acordo com Danilo Klein, chefe de gabinete da Secretaria Extraordinária de Covid-19, a análise dos dados epidemiológicos é diária.

Também foi informado que, caso o estado regrida para uma bandeira mais restritiva, uma nota técnica será imediatamente divulgada.

Norte fluminense está em ‘amarelo’

No mapa de distribuição regional da avaliação de risco que consta do estudo, a Região Norte do Estado do Rio é apresentada já na bandeira amarela, mas a secretaria recomendou que os moradores da região continuem adotando as mesmas medidas de restrição indicadas para a bandeira laranja, por pelo menos mais duas semanas.

Isso porque dados epidemiológicos mais recentes indicam que a região poderá regredir para a bandeira laranja.

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