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Rio registra caso de raiva em cão na Zona Oeste; autoridades reforçam medidas de prevenção

O município do Rio de Janeiro registrou, no fim de agosto, um caso de raiva em um cão que vivia em uma área urbana de Santa Cruz, na Zona Oeste. Segundo informações divulgadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), o animal tinha histórico de contato com morcegos. A variante antigênica responsável pela infecção ainda está em análise.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, uma investigação epidemiológica foi realizada após a confirmação do caso, com a identificação das pessoas que tiveram contato com o cão. Elas receberam profilaxia e passaram a ser monitoradas. O animal precisou ser sacrificado. A pasta informou ainda que não há registro de casos de raiva humana no município relacionados à ocorrência.

A raiva é uma doença viral que pode atingir mamíferos, incluindo seres humanos, e apresenta elevada letalidade após o início dos sintomas. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com mucosas e ferimentos.

Segundo o presidente do CRMV-RJ, Diogo Alves, a prevenção inclui a vacinação de cães e gatos, além da adoção de medidas de controle e atendimento rápido em casos de exposição.

O CRMV-RJ também encaminhou um ofício à Secretaria de Estado de Saúde solicitando medidas relacionadas à vacinação de profissionais, auxiliares e estudantes expostos ao risco, além da facilitação do acesso aos exames de titulação de anticorpos para pessoas que já foram imunizadas.

O que fazer em caso de agressão

Em caso de mordida, arranhão ou outro contato de risco com um animal, a orientação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde o quanto antes.

A necessidade de vacina e/ou soro antirrábico deve ser avaliada por um profissional de saúde. Quando possível, cães e gatos envolvidos em agressões podem ser observados por 10 dias para verificar eventual aparecimento de sinais da doença.

A vacinação anual de cães e gatos é uma das principais formas de prevenção. A população também deve evitar o contato com animais desconhecidos, feridos ou que apresentem comportamento incomum.

Atenção aos morcegos

O CRMV-RJ orienta que morcegos, vivos ou mortos, não sejam tocados ou capturados diretamente. Em caso de aparecimento de um animal em situação incomum, como caído no chão, a recomendação é manter pessoas e animais afastados e acionar o serviço de zoonoses do município.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, estão sendo elaboradas orientações específicas aos municípios sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra a raiva para grupos considerados de risco. A pasta informou que as diretrizes estaduais estão reunidas em informe técnico atualizado em maio de 2026.

No estado do Rio de Janeiro, foram registrados dois casos de raiva humana nas últimas décadas, ambos associados à transmissão por morcegos: um em São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e outro em Angra dos Reis, em 2020.

Embora o Brasil atenda aos critérios de área livre de raiva canina estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, cães e gatos continuam suscetíveis às variantes silvestres do vírus, especialmente aquelas associadas a morcegos.

Informações: O Dia

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