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Rio de Janeiro está entre os cinco estados com maior inadimplência do país, aponta ranking

O estado do Rio de Janeiro está entre as cinco unidades da federação com maior índice de inadimplência do Brasil, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O Rio aparece na 23ª posição nacional, à frente apenas de Mato Grosso do Sul, Amazonas, Distrito Federal e Amapá.

O indicador considera a proporção de consumidores inadimplentes em relação à população com 18 anos ou mais. Quanto menor o percentual de pessoas com dívidas em atraso, melhor a posição no levantamento. Os dados utilizados são da Serasa e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2025.

A inadimplência faz parte do pilar Potencial de Mercado, que representa 9,1% da pontuação geral do ranking. Essa categoria reúne sete indicadores relacionados às condições econômicas e ao mercado consumidor de cada estado.

Publicado pelo CLP desde 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados conta com pesquisa técnica da Tendências Consultoria e reúne indicadores para comparar o desempenho das unidades da federação em diferentes áreas.

Economista alerta para falta de planejamento financeiro

Para o economista José Alves de Azevedo, o aumento da renda e o baixo desemprego ampliaram o poder de consumo dos brasileiros, mas parte da população tem enfrentado dificuldades para administrar os gastos.

Na avaliação do especialista, a falta de organização e educação financeira, somada às elevadas taxas de juros, contribui para o crescimento do endividamento.

“Hoje, no Brasil, estamos vivendo um cenário de baixo desemprego, com uma taxa de 5%. A renda média do brasileiro aumentou, segundo o IBGE, assim como o salário mínimo, e, com isso, a população passou a consumir mais. O grande problema é que, sem organização e educação financeira, esse aumento do consumo pode levar ao endividamento”, afirmou.

O economista também chamou atenção para o custo do crédito, especialmente no cartão de crédito, cujas taxas de juros, segundo ele, podem ultrapassar 400% ao ano.

Ao comentar possíveis medidas para melhorar o cenário econômico, José Alves defendeu maior controle dos gastos públicos e a revisão de benefícios fiscais e supersalários. Ele ressaltou, porém, que um eventual ajuste nas contas públicas não deve prejudicar a população de menor renda.

“O Brasil precisa reestruturar os gastos públicos e fazer um ajuste fiscal, mas sem prejudicar aqueles que ganham menos”, declarou.

Para o especialista, o equilíbrio das contas públicas poderia contribuir para a redução dos juros e criar condições mais favoráveis ao acesso ao crédito, à atividade produtiva e à geração de empregos.

O economista também destacou a importância do planejamento financeiro individual e recomendou que os consumidores evitem assumir compromissos acima de sua capacidade de pagamento.

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