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Polícia investiga fábrica na Baixada Fluminense por venda de alisante sem registro exigido pela Anvisa

Uma fábrica de produtos para cabelo localizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de produção e comercialização irregular de um creme capilar.

Segundo as investigações, o produto era apresentado como creme de tratamento, mas possuía características de alisante capilar, categoria que exige regras específicas de regularização e controle sanitário pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O caso começou após uma consumidora relatar problemas no couro cabeludo depois de utilizar o produto. Em depoimento, ela afirmou que passou a sentir coceira intensa e que as lesões aumentaram após coçar a região.

De acordo com a investigação, os produtos também utilizavam o nome de uma marca chinesa conhecida nas redes sociais, sem autorização para comercialização no Brasil. A polícia apura as circunstâncias da fabricação e da distribuição dos cosméticos.

Nesta quarta-feira (2), agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à empresa. As diligências ocorreram na fábrica, em Duque de Caxias, em dois depósitos localizados em São João de Meriti e na residência do responsável pela empresa, na Barra da Tijuca.

Durante a operação, os policiais encontraram a linha de produção em funcionamento e apreenderam produtos que estavam preparados para comercialização. Também foram encontrados R$ 375 mil e US$ 10 mil em espécie, segundo informações divulgadas sobre a investigação.

Riscos à saúde

A irregularidade de produtos destinados ao alisamento capilar pode representar riscos à saúde. A Anvisa alerta que cosméticos sem a regularização exigida podem provocar problemas como irritações, queimaduras no couro cabeludo, quebra dos fios e queda de cabelo, dependendo da composição e da forma de utilização.

A investigação ainda busca esclarecer a composição do produto, as condições em que ele era fabricado e a extensão da comercialização.

O responsável pela empresa, segundo as informações divulgadas, negou irregularidades e afirmou que a comercialização do creme seria legal. O caso permanece sob investigação.

Informações: rj2.globo

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