A Polícia Federal saiu às ruas nesta terça-feira (28/4) para desarticular o que as investigações apontam como um esquema de facilitação de crimes alfandegários no Porto do Rio de Janeiro. A Operação Mare Liberum apura como um grupo estruturado teria, supostamente, transformado a liberação de mercadorias em um balcão de irregularidades com prejuízo estimado de meio bilhão de reais.
São cumpridos 45 mandados de busca e apreensão na capital fluminense, Niterói, Nilópolis e Nova Friburgo (RJ) e também em Vitória (ES) contra importadores, despachantes e servidores públicos. Entre os endereços alvo estão as alfândegas do Porto do Rio, do Galeão, além da Superintendência da Receita Federal (RJ).
O foco central da investigação é a manipulação de dados de importação. Segundo a PF, a suposta fraude operava em uma dinâmica de “camaleão”:
- O que era declarado: Um tipo de mercadoria ou valor para o fisco.
- O que chegava de fato: Produtos diferentes ou com volume distinto, gerando a suposta supressão de tributos.
Essa divergência permitia que cargas entrassem no país driblando a fiscalização, configurando, em tese, os crimes de contrabando e descaminho, mediante oferecimento de vantagem econômica. O inquérito começou após as autoridades receberem denúncias de que havia um esquema entre servidores da Alfândega e empresários.

