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PF investiga esquema de venda ilegal de vinhos argentinos em três cidades do RJ

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Nerovino para desarticular uma organização criminosa investigada por introduzir irregularmente vinhos de origem argentina no Brasil e comercializar as bebidas sem o recolhimento dos tributos federais devidos.

Ao todo, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba. As diligências ocorrem em municípios do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo, além de Teresina (PI) e Brasília (DF).

No estado do Rio de Janeiro, os mandados são cumpridos em Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói.

Investigação começou após apreensão de vinhos

As investigações tiveram início após uma ação policial que resultou na apreensão de aproximadamente 4.200 garrafas de vinhos estrangeiros em um depósito localizado na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o grupo transportava e distribuía vinhos argentinos para revendedores de diferentes estados brasileiros. O esquema investigado também envolveria o uso de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e documentos fiscais com informações falsas.

Justiça determina sequestro de bens

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de veículos e imóveis vinculados aos investigados. A medida tem como objetivo evitar que o patrimônio supostamente adquirido com recursos das atividades ilícitas seja transferido ou ocultado.

De acordo com a investigação, alguns bens estariam registrados em nome de familiares ou de terceiros, o que poderia dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários e a atuação das autoridades.

A operação também contou com o apoio da Receita Federal em um dos endereços investigados, onde havia suspeita da existência de um depósito de mercadorias estrangeiras introduzidas irregularmente no país.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, pelos crimes de descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação segue em andamento.

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