A Petrobras anunciou que irá reajustar o preço da gasolina vendida às distribuidoras a partir desta sexta-feira (29). O aumento será de R$ 0,48 por litro, equivalente a uma alta de 18,6%.
Apesar do reajuste, o impacto para as distribuidoras será reduzido por conta de um desconto de R$ 0,44 por litro concedido pelo governo federal por meio de subsídio. Com isso, o aumento efetivo será de cerca de R$ 0,04 por litro.
Segundo a estatal, o preço médio da gasolina A — combustível puro produzido nas refinarias e sem mistura de etanol — passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro. Já na gasolina C, vendida nos postos e composta por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras no preço final subirá de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.
A Petrobras destacou que o reajuste nas bombas não acontece de forma imediata, já que o combustível ainda percorre toda a cadeia de distribuição até chegar aos postos. O valor final ao consumidor dependerá das distribuidoras e revendedores.
O reajuste ocorre em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional. Desde o início do conflito envolvendo o Irã, o barril do tipo Brent acumulou valorização superior a 36%, impactando diretamente os custos do setor de combustíveis.
Mesmo antes do anúncio da Petrobras, o preço da gasolina já vinha subindo nos postos brasileiros. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que o valor médio do litro passou de R$ 6,28 para R$ 6,62 desde o início da crise no Oriente Médio.
O governo federal também anunciou uma medida provisória criando uma subvenção econômica para produtores e importadores de combustíveis, buscando reduzir os impactos da alta internacional sobre os consumidores brasileiros.

