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Papa reconhece que Igreja não condenou escravidão e pede desculpas

“FERIDA NA MEMÓRIA CRISTÔ

O papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica nesta segunda-feira (25), intitulada “Magnifica Humanitas” (Magnífica Humanidade), cobrando a regulamentação internacional para desacelerar o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial, que, segundo ele, disseminam desinformação e podem levar o mundo a um caminho de guerras intermináveis.

Durante o evento de lançamento do documento no Vaticano, o pontífice também reconheceu que a Igreja Católica não condenou veementemente a escravidão transatlântica até o século XIX e fez um pedido pessoal de desculpas.

“Isso constitui uma ferida na memória cristã”, escreveu ele, acrescentando: “Por isso, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão.”

O primeiro papa dos EUA pediu que a propriedade dos dados de IA não seja deixada exclusivamente em mãos privadas, que os formuladores de políticas protejam os direitos dos trabalhadores e mantenham as crianças a salvo da tecnologia, fazendo um apelo também pela redução da competição entre as empresas de inteligência artificial.

“O que é necessário é um envolvimento político mais ativo, capaz de desacelerar as coisas quando tudo está se acelerando”, declarou o pontífice no texto.

As encíclicas são uma das mais elevadas formas de ensinamento de um pontífice aos 1,4 bilhão de fiéis da Igreja.

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