A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (2), um homem investigado por estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade, durante uma ação da Operação Falso 9, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense.
Por volta das 6h, agentes cumpriram um mandado de prisão contra o investigado em um imóvel do município. A operação é resultado de uma atuação integrada entre a Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
A ação foi coordenada pelo delegado Gabriel Lourenço, da Polícia Civil gaúcha, com participação dos delegados Eduardo Teixeira Ozorio da Cruz, titular da 126ª DP (Cabo Frio), e José Paulo Pires, titular da 143ª DP (Itaperuna).
Segundo as investigações, o suspeito utilizava perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passar por técnicos de futebol e estabelecer contato com jogadores profissionais. Um dos casos investigados envolveu o uso da imagem do técnico Luís Castro, do Grêmio, para solicitar dinheiro a atletas sob o pretexto de contribuir com a compra de cestas básicas.
De acordo com a apuração policial, um dos jogadores chegou a transferir R$ 22,5 mil após acreditar que participava de uma ação social. O investigado teria tentado posteriormente obter mais R$ 50 mil, mas a nova transferência não foi concluída porque o valor ultrapassava o limite bancário da vítima. Outros atletas também teriam sido abordados, sem realizar pagamentos.
As investigações apontam ainda para a utilização de contas bancárias de moradores de Itaperuna e da região para movimentar valores provenientes das fraudes. A polícia também identificou contatos com jogadores de outros clubes, um atleta de uma equipe europeia e um artista de projeção nacional.
Durante a ação desta quarta-feira, o investigado foi localizado e recebeu voz de prisão. Após ser informado sobre seus direitos constitucionais, ele foi encaminhado para a 143ª DP, onde foram realizados os procedimentos relacionados ao cumprimento da ordem judicial.
A operação também contou com a participação de policiais da 126ª DP, 143ª DP e da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. As investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema, identificar possíveis outras vítimas e verificar a participação de outros envolvidos.

