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Operação da Polícia Civil mira policiais militares envolvidos em esquema de armas e drogas para o Comando Vermelho

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), uma operação contra uma rede de logística criminosa acusada de adquirir, transportar e distribuir grandes volumes de armamentos e entorpecentes para a facção Comando Vermelho (CV). A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e a Corregedoria da Polícia Militar.

Até o momento, três pessoas foram presas. Agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos endereços, incluindo unidades operacionais da Polícia Militar.

Origem da investigação e vazamento de informações

As investigações tiveram início em outubro de 2023, quando equipes da DRE interceptaram a descarga de mais de 100 quilos de cocaína na Avenida Brasil. Na ocasião, foram presos em flagrante o então sargento da ativa Yuri Luiz Desiderati Ribeiro e Marcos Leandro de Oliveira Serra, conhecido como “Kiko”.

A partir da análise de dados telemáticos e interceptações telefônicas, a DRE apurou que o episódio não se tratava de uma ocorrência isolada, mas sim de uma estrutura permanente:

Morte de investigado executado com mais de 20 tiros

Um dos pivôs do inquérito, o ex-sargento Yuri Luiz Desiderati Ribeiro — lotado à época no 21º BPM (São João de Meriti) —, foi executado no dia 12 de julho de 2026, no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio.

O agente foi surpreendido por criminosos armados em uma motocicleta quando chegava à cancela do condomínio onde residia. Atingido por mais de 20 disparos, o policial foi encontrado morto no interior de seu veículo, que permaneceu com o motor ligado. A investigação sobre o homicídio é conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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