SÃO PAULO — A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (30), uma megaoperação coordenada para desarticular ciclos de violência doméstica em todo o estado. A ação, que conta com o apoio da Secretaria da Segurança Pública e da Secretaria de Políticas para a Mulher, mira agressores com prisões decretadas pela Justiça, reforçando a tolerância zero contra crimes de gênero.
Números e Alvos da Operação
A mobilização ocorre de forma simultânea na Capital, Grande São Paulo e Interior, envolvendo todas as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs).
Mandados: Cerca de 1,4 mil ordens de prisão foram expedidas.
Balanço Parcial: Até as 22h30 de segunda-feira (29), quando as diligências foram antecipadas, 226 procurados já haviam sido detidos.
Principal Infração: A maioria das prisões está relacionada ao descumprimento de medidas protetivas, quando o agressor desrespeita a distância mínima imposta pela Justiça.
Contexto e Pressão Social
A operação ocorre em um momento de forte comoção pública após casos bárbaros, como o da mulher atropelada e arrastada na Marginal Tietê por um ex-ficante — a vítima, que teve as pernas amputadas, faleceu após um mês de internação.
Paralelamente, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito este mês para investigar se há falhas nas políticas públicas do estado ou redução de verbas destinadas ao combate à violência feminina.
Estratégia “SP Por Todas”
O governo estadual defende que a operação é parte de uma estratégia integrada que une repressão e tecnologia:
Aplicativo SP Mulher Segura: Ferramenta que conecta vítimas diretamente ao monitoramento policial.
DDMs 24 Horas: Expansão do atendimento especializado para períodos críticos (noites e finais de semana).
Prevenção: Ações da Secretaria de Políticas para a Mulher para ampliar a visibilidade dos canais de denúncia.
A operação segue em andamento ao longo de toda a terça-feira, com o objetivo de garantir que decisões judiciais sejam cumpridas e novas agressões sejam evitadas.
Informações: G1

