Para milhões de brasileiros, o dia só começa após o primeiro gole de café. Presente no cotidiano das famílias, no ambiente de trabalho e na cultura nacional, a bebida é um dos símbolos mais tradicionais do país, que ocupa posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores mundiais do grão.
No entanto, diante da alta no preço do produto nos últimos anos, práticas ilegais de adulteração e falsificação passaram a ganhar espaço no mercado. Para combater esse tipo de fraude e proteger os consumidores fluminenses, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro e o PROCON-RJ lançaram, em 2025, a Operação Café Real.
A força-tarefa já retirou mais de 16 toneladas de produtos adulterados ou impróprios para consumo em todo o estado do Rio de Janeiro. A operação realiza fiscalizações em toda a cadeia de comercialização, desde indústrias torrefadoras até supermercados e estabelecimentos comerciais, contando ainda com apoio técnico da Associação Brasileira da Indústria de Café.
Nesta semana, agentes da operação atuaram em cidades do interior fluminense. Entre segunda e terça-feira, foram apreendidos 240,250 kg de café fraudado ou inadequado para consumo nas cidades de Miracema, Barra do Piraí, Santo Antônio de Pádua e Três Rios.
Segundo os órgãos de fiscalização, os produtos apresentavam desconformidades com a legislação vigente. O chamado “café fraudado” costuma conter ingredientes proibidos, como milho, cevada, palha e outros vegetais torrados adicionados de forma irregular ao produto.
De acordo com a Portaria nº 570 do Ministério da Agricultura, existe tolerância máxima de apenas 1% para impurezas naturais da própria lavoura, como cascas e fragmentos do grão. Já qualquer adulteração intencional é considerada ilegal e representa risco à saúde da população.
O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, destacou que a fiscalização de produtos essenciais da cesta básica é uma prioridade da gestão estadual.
“Quando o cidadão pega um pacote de café na prateleira do mercado, ele deposita ali confiança e o dinheiro do seu trabalho. O nosso dever é garantir que esse produto chegue à mesa das famílias dentro dos padrões de qualidade e segurança exigidos por lei”, afirmou.
Segundo a SEDCON e o PROCON-RJ, a operação também vem produzindo efeito pedagógico no mercado fluminense. Nas ações mais recentes, foi observada redução significativa na quantidade de produtos adulterados encontrados nas prateleiras, reflexo do monitoramento contínuo e do aumento da fiscalização.
A Operação Café Real segue atuando em diferentes regiões do estado e se consolida como uma das principais iniciativas de combate à fraude alimentar no Rio de Janeiro.

