Ícone do site Sudeste Agora

Novo teste pode identificar tipo de tumor cerebral em menos de duas horas e acelerar diagnóstico

Um novo teste desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, pode acelerar a identificação do tipo de tumor cerebral a partir da análise do DNA de uma pequena amostra retirada durante uma biópsia ou cirurgia.

A tecnologia, desenvolvida pelo Centro de Pesquisa de Tumores Cerebrais da universidade, já está sendo testada no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS). Segundo os pesquisadores, o método pode permitir que algumas informações diagnósticas sejam obtidas em questão de horas, reduzindo o tempo necessário para a definição do tratamento.

Em procedimentos cirúrgicos, o exame pode ser realizado enquanto a operação ainda está acontecendo. De acordo com a equipe responsável pela pesquisa, o resultado pode ficar disponível em menos de duas horas.

A informação genética pode auxiliar os médicos na tomada de decisões durante a cirurgia, inclusive na avaliação de quanto do tumor pode ser removido com segurança, preservando áreas saudáveis do cérebro.

O neurocirurgião consultor Stuart Smith, do Nottingham University Hospitals, afirmou que a tecnologia pode fornecer informações genômicas durante o próprio procedimento, contribuindo para decisões mais individualizadas.

Diagnóstico mais rápido

Após a cirurgia, análises complementares ainda podem ser necessárias para estabelecer o diagnóstico completo. Segundo os pesquisadores, porém, a nova tecnologia pode reduzir o tempo para obtenção de informações importantes de semanas para dias em determinados casos.

Com um diagnóstico mais rápido, tratamentos como radioterapia e quimioterapia podem ser iniciados mais rapidamente quando houver indicação médica.

O teste também pode contribuir para pesquisas clínicas. Algumas dessas pesquisas dependem da identificação de características genéticas específicas dos tumores para determinar quais pacientes podem participar.

Entre os estudos apoiados pela tecnologia estão pesquisas relacionadas à recorrência do glioblastoma e à busca por tratamentos direcionados capazes de impedir ou retardar o crescimento desse tipo de tumor.

Informações: G1

Sair da versão mobile