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Nova BR 262 terá 50 viadutos, túneis, ciclovia e passarelas no ES; entenda

Após décadas de leilões desertos e frustrações, o Governo Federal assumiu o protagonismo da duplicação da BR-262 no Espírito Santo. O projeto, detalhado pelo DNIT, revela números que dão a dimensão do desafio: serão investidos R$ 8,6 bilhões para vencer o relevo acidentado das montanhas capixabas, utilizando recursos públicos e verbas do acordo de Mariana para a fase mais crítica.

🏗️ Números que Impressionam

Para transformar a atual “rodovia da morte” em uma via moderna e segura, o projeto prevê:

📅 Cronograma de Licitação

Diferente do modelo de concessão comum (onde a empresa faz a obra e cobra pedágio), o governo decidiu construir primeiro para atrair investidores depois.

🗺️ Divisão por Lotes e Custos

A obra foi dividida em cinco lotes geográficos, sendo o Lote 1 o mais caro e complexo devido às variantes e pontes necessárias.

LoteTrecho PrincipalExtensãoInvestimento Previsto
Lote 1Viana (BR-101) até Variante Boa Vista34,9 kmR$ 3,0 bilhões
Lote 2Boa Vista até Domingos Martins36,1 kmR$ 1,0 bilhão
Lote 3Domingos Martins até Conceição do Castelo34,0 kmR$ 1,9 bilhão
Lote 4Conceição do Castelo até Ibatiba36,1 kmR$ 1,5 bilhão
Lote 5Ibatiba até a Divisa com MG (Pequiá)39,0 kmR$ 1,0 bilhão

🛠️ Desafio de Engenharia: Comparação com o Mestre Álvaro

Se o Contorno do Mestre Álvaro, na Serra, foi um marco por ser construído sobre solo mole, a BR-262 será um desafio de verticalidade e rocha. Enquanto o Mestre Álvaro custou R$ 456 milhões, a BR-262 custará 15 vezes mais, exigindo cortes profundos em montanhas e estruturas monumentais de concreto para suportar a pista em encostas íngremes.


💡 Por que a obra é vital para o Sudeste?

A BR-262 é o principal corredor de escoamento de produtos entre o Espírito Santo e o Leste de Minas Gerais. Atualmente, o traçado sinuoso e a pista simples sufocam o crescimento econômico e causam acidentes fatais semanalmente. A duplicação deve reduzir o tempo de viagem pela metade e impulsionar o turismo na Região Serrana.

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