Ícone do site Sudeste Agora

Mulheres ficam deformadas após harmonização facial com dentista de Campos dos Goytacazes

Mais mulheres apresentaram denúncias contra a dentista acusada de enganar e deformar o rosto de pacientes em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. As denúncias apontam que a profissional prometia aplicar uma substância e aplicava outra mais barata.

De acordo com a polícia, a dentista vendia procedimentos estéticos com ácido hialurônico, mas aplicava o polimetilmetacrilato, o PMMA, um preenchedor sintético permanente – substância mais barata e mais perigosa.

“Ela substituía produtos químicos pra aumentar o seu lucro na atividade que exercia e, dessa forma, ela acabou desfigurando seus próprios clientes em razão de ganância”, disse o promotor Fabiano Rangel.

A Polícia Civil informou que são 34 inquéritos incluindo as três denúncias mais recentes feitas nas últimas duas semanas. São mulheres de todo o Estado que relataram problemas após os procedimentos realizados pela dentista Giselle Gomes.

Na segunda-feira (3), outros quatro casos chegaram à 134ª Delegacia de Polícia, sendo três deles relatados presencialmente e um online. A delegada adjunta, Natália Patrão, disse que essas últimas vítimas foram encaminhadas para exame de ultrassom.

“Várias outras vítimas já procuraram a delegacia essa semana. Inclusive nós temos a novidade de um laudo de uma vítima que se submeteu ao procedimento cirúrgico cujo produto utilizado foi o hidrogel industrial, utilizado por indústrias e por agricultores na fabricação de papel, embalagem de alimentos, fabricação de adesivos e outros processos industriais”, disse ainda a delegada.

Durante as investigações, a polícia também descobriu que, além de dentista, ela tinha ainda outras fontes de renda como funcionária pública em Campos e na cidade vizinha, São João da Barra.

Entre 2018 e 2020, Giselle foi cedida para a Câmara Municipal de Campos e chegou a ser nomeada para trabalhar no gabinete de dois vereadores. Neste ano, a cessão não foi renovada e ela deveria ter se apresentado, mas não compareceu.

Em São João da Barra, ela também é concursada e deveria das aulas para crianças. Ela chegou a pedir uma licença em 2018, que expirou no ano passado. Na cidade, ela também deveria ter se apresentado na secretaria de Educação, mas não foi mais vista, de acordo com o secretário municipal de Educação, Daniel Damasceno.

Fonte: g1

Sair da versão mobile