O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar possíveis práticas de tortura e tratamentos desumanos no Big Brother Brasil 26. A decisão foi tomada pelo procurador Julio Araujo, após denúncias que apontam risco à saúde física e psicológica dos participantes.
O caso ganhou atenção após Henri Castelli apresentar episódios convulsivos durante uma prova de resistência. O ator deixou o programa por orientação médica em 14 de janeiro, devido a estresse severo e privação de sono, agravados por insônia crônica, sem relação com epilepsia.
Dinâmica do BBB está na mira do MPF
Segundo as denúncias, o programa submete os participantes a situações perigosas apenas para entretenimento, o que pode ferir a dignidade humana. Relatos indicam que uma participante chegou a desmaiar após mais de 100 horas reclusa em um pedestal minúsculo.
Um dos focos da investigação é o chamado “Quarto Branco”. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) enviou uma carta ao MPF comparando a dinâmica do quadro a práticas de tortura utilizadas durante a ditadura militar.
O que a TV Globo disse
O MPF destacou que a liberdade das emissoras de TV não pode violar direitos fundamentais, lembrando que o respeito à dignidade humana é um dever constitucional. Normalizar o sofrimento como forma de espetáculo, segundo o órgão, é incompatível com os princípios de uma sociedade justa e solidária.
Em defesa, a TV Globo afirmou que mantém acompanhamento médico permanente, suporte de UTI móvel e protocolos de encaminhamento hospitalar. A emissora disse ainda que Henri Castelli recebeu atendimento adequado e foi levado a unidades de saúde externas duas vezes.
Fonte: Tempo Real














