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Minas Gerais terá calor acima da média e risco de temporais com avanço do El Niño

Minas Gerais se prepara para enfrentar um período de extremos climáticos nos próximos meses, com previsão de temperaturas acima da média histórica, possibilidade de estiagem prolongada e aumento do risco de tempestades. O cenário está associado ao avanço do fenômeno El Niño, que pode atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

Segundo as informações apresentadas pela Defesa Civil estadual, há previsão de períodos de calor intenso e de episódios de chuva forte, que podem provocar deslizamentos de terra, enxurradas e alagamentos. A Zona da Mata e a Região Metropolitana de Belo Horizonte estão entre as áreas que exigem atenção.

Defesa Civil prepara ações de prevenção

Nesta terça-feira (20), durante encontro na Cidade Administrativa, a Defesa Civil apresentou o trabalho do Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño. A iniciativa reúne órgãos estaduais para fortalecer ações de prevenção, monitoramento e resposta a possíveis ocorrências relacionadas ao fenômeno climático.

De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, o cenário exige atenção devido à possibilidade de mudanças intensas nas condições meteorológicas.

O militar destacou que, desde setembro, o estado já registra episódios de vendavais e temporais em regiões do interior, em um comportamento diferente do padrão historicamente observado para o período.

Impactos podem atingir diferentes setores

A atuação integrada entre os órgãos estaduais busca transformar as informações meteorológicas em medidas preventivas específicas para cada área. Como exemplo, o coordenador citou a parceria com a Secretaria de Agricultura e Pecuária, que utiliza dados técnicos sobre a previsão do tempo para orientar ações voltadas ao setor rural.

A expectativa da Defesa Civil é que Minas Gerais também enfrente períodos de estiagem prolongada intercalados com pancadas de chuva. Essa alternância pode trazer consequências para a saúde da população, a agricultura e a pecuária.

Diante do cenário, o órgão reforça a importância do monitoramento das condições climáticas e da preparação dos serviços públicos para reduzir os possíveis impactos de eventos extremos.

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