O tremor foi detectado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Segundo a RSBR, moradores relataram ter sentido o abalo por volta das 14h35. Não há registro de feridos nem de danos materiais.
Na terça-feira (27/1), foram registrados eventos sísmicos nos municípios de Riacho dos Machados, no Norte do estado, com magnitude 2,4, e em Frutal, no Triângulo Mineiro, com magnitude 2,9.
“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR
Pela Escala Richter, tremores com magnitude entre 3,0 e 3,9 são classificados como pequenos. Eles costumam ser sentidos por pessoas, especialmente em repouso ou em andares mais altos de edifícios, mas raramente provocam danos estruturais.
Os registros de tremores em Sete Lagoas são recorrentes e costumam causar apreensão entre moradores. Em dezembro de 2022, um abalo de magnitude 2,8 foi sentido na cidade e, conforme o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), foi o terceiro maior já registrado no município até então.
Em abril do ano passado, a cidade teve um tremor de magnitude 3,0, considerado o maior já registrado em Sete Lagoas. Em julho do mesmo ano, outro abalo foi identificado, com magnitude 2,9, o segundo maior da série histórica local.
De acordo com o Observatório Nacional, tremores abaixo de magnitude 3,0 são classificados como fracos e, na maioria dos casos, não são percebidos pela população.
Em Sete Lagoas, no entanto, o fato de o epicentro estar dentro da área urbana faz com que os abalos sejam sentidos na forma de vibrações. Pelos parâmetros técnicos, esses eventos têm origem natural e, devido às baixas magnitudes, não costumam causar danos significativos.
Fonte: Metrópoles

