Em resposta às acusações da campanha petista de interferência eleitoral, dona do Instagram e Facebook afirma que sistemas não favorecem candidaturas e que não há critérios ideológicos
A Meta, detentora do Instagram, Facebook e WhatsApp, reconheceu falhas técnicas em anúncios e publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas negou categoricamente qualquer viés ideológico ou interferência deliberada para favorecer candidaturas na eleição presidencial.
A resposta da empresa foi apresentada após a equipe petista acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A campanha de Lula acusa a plataforma de prejudicar o alcance digital do presidente e favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL), relatando interrupções na contagem de visualizações e restrições no impulsionamento de conteúdos desde dezembro.
Em documento protocolado, o Facebook Brasil repudiou as acusações. “A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos”, declarou a empresa. A Meta sustentou que seus sistemas de distribuição não operam por critérios políticos e que os problemas técnicos citados foram instabilidades globais que não afetaram contas específicas.
Neutralidade e Investimentos em Segurança
A companhia destacou que suas diretrizes aplicam-se igualmente a todos os usuários e reafirmou seu compromisso com a integridade do processo eleitoral brasileiro:
- Investimento global: Mais de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 149 bilhões) aplicados na última década em tecnologia e equipes de segurança humana e inteligência artificial.
- Parceria com a Justiça Eleitoral: Colaboração contínua com o TSE no Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, incluindo oficinas para as Eleições 2026.
- Mecanismos de proteção: Checagem de fatos, rotulagem de conteúdos gerados por IA, centro de operações em tempo real e divulgação de dados oficiais sobre a votação.
A Meta reforçou que sua conduta institucional em mais de 200 eleições globais desde 2016 é incompatível com teses de manipulação e que a neutralidade é um atributo auditável pela Justiça Eleitoral.
Com Informações: CNN
