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Mauro Mendes posiciona-se contra fim da escala 6×1 e defende flexibilização do modelo trabalhista no Brasil

Senador eleito por Mato Grosso utilizou o mercado de trabalho norte-americano como exemplo para criticar a intervenção estatal e o rigor da legislação brasileira.

O ex-governador e senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), declarou-se contrária ao avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho no formato 6×1. A declaração ocorreu no contexto do início das discussões da matéria no plenário do Senado, nesta terça-feira (6).

Para Mendes, o Estado não deve intervir diretamente na pactuação e nas relações acordadas entre empregados e empregadores. O parlamentar eleito defendeu a adoção de dinâmicas mais flexíveis, citando o modelo norte-americano como referência para permitir que trabalhadores aumentem seus rendimentos proporcionalmente ao incremento da jornada diária.

“Temos centenas de milhares de brasileiros que fogem daqui. Entram clandestinamente nos Estados Unidos para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia. E ganham muito mais por isso”, declarou Mendes.

Ao criticar a consolidação das leis trabalhistas vigentes no país, o político afirmou que a rigidez normativa atual gera entraves operacionais e burocráticos tanto para quem contrata quanto para quem busca emprego. Mendes também manifestou contrariedade em relação a interpretações jurídicas do setor, classificando como rigor excessivo a possibilidade de uma jornada diária de 11 horas ser configurada como trabalho análogo à escravidão.

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