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Lula avalia Lincoln Gakiya e Camilo Santana para comandar futuro Ministério da Segurança Pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia os nomes do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, e do senador Camilo Santana para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública. A movimentação ocorre em meio às articulações do governo federal para avançar com propostas prioritárias no Congresso Nacional antes do recesso parlamentar.

Durante uma celebração de seu aniversário de 81 anos, realizada em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula sinalizou que a reorganização da estrutura ministerial deverá avançar nos próximos dias, após um período de descanso no feriado.

PEC da Segurança Pública está entre as prioridades

Uma das principais prioridades do Executivo é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto está em tramitação no Senado e enfrenta discussões relacionadas a temas como a redução da maioridade penal.

O governo pretende aprovar a proposta ainda neste ano e abrir caminho para a criação de um ministério dedicado exclusivamente à segurança pública.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, afirmou que a matéria reúne condições para ser levada ao plenário do Senado. Segundo ele, a demanda por segurança exige respostas dos poderes públicos.

Gakiya e Camilo Santana estão entre os nomes avaliados

Os dois nomes considerados pelo governo têm trajetórias distintas. Lincoln Gakiya atua no Ministério Público de São Paulo e é conhecido por investigações relacionadas a facções criminosas. Já Camilo Santana foi ministro da Educação e participou da articulação política da campanha presidencial no segundo turno.

Até o momento, a escolha para comandar a eventual nova pasta depende das definições do governo sobre a reorganização ministerial.

Governo também discute indicação ao STF

Paralelamente, o Planalto avalia como preencher a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as possibilidades discutidas está uma nova indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome foi rejeitado pelo Senado em abril.

Outra alternativa mencionada nas articulações políticas é o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco, em um cenário de reaproximação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Michel Temer defende diálogo entre os Poderes

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-presidente Michel Temer defendeu a realização de uma reunião entre representantes dos Três Poderes, integrantes da sociedade civil e da oposição.

Segundo Temer, a iniciativa poderia contribuir para reduzir a tensão política e evitar o aprofundamento das divisões institucionais no país.

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