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Homem de 66 anos é preso em Muriaé (MG) suspeito de estuprar a própria neta de 9 anos

Investigação da Polícia Civil revelou indícios de abusos sistemáticos que teriam atingido diferentes gerações de mulheres da mesma família; ação foi batizada de Operação “Ciclo Interrompido”.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta quarta-feira (7 de outubro), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 66 anos no bairro Cardoso de Melo, em Muriaé, na Zona da Mata mineira. O idoso é investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria neta, uma criança de 9 anos de idade.

A prisão foi efetuada por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) do município. As apurações tiveram início após familiares da vítima procurarem as autoridades policiais para relatar condutas de cunho sexual cometidas pelo investigado contra a menina.

No decorrer do processo investigativo, a PCMG colheu depoimentos, submeteu a criança ao procedimento de escuta especializada — acompanhado por profissionais capacitados — e reuniu elementos probatórios que fundamentaram o pedido de prisão do suspeito.

Abusos teriam atingido mais de uma geração

Durante o levantamento das provas, surgiram relatos de outras mulheres integrantes do núcleo familiar indicando que também teriam sido vítimas de violência sexual praticada pelo investigado quando ainda eram crianças. Os depoimentos apontam para episódios ocorridos em períodos distintos, sugerindo um padrão de conduta abusiva perpetrado ao longo de anos e que envolveu mais de uma geração da família.

Diante da gravidade e da consistência dos fatos apurados, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva junto ao Poder Judiciário, que deferiu o pedido. O investigado foi localizado, preso e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Operação “Ciclo Interrompido”

A ação policial foi batizada pela PCMG como Operação “Ciclo Interrompido”, em alusão ao objetivo central das diligências: cessar em definitivo a cadeia de violência sexual que, conforme os indícios reunidos, vinha afetando a estrutura familiar.

Por envolver crime contra a dignidade sexual de vulnerável e com o intuito de preservar a integridade e a identidade da criança, a Polícia Civil informou que detalhes adicionais que possam identificar a vítima mantêm-se sob sigilo legal.

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