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Governo quer manter cobrança do IPI em janeiro de 2027 para setores atingidos pelo “imposto do pecado”

O governo federal pretende prorrogar a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) durante janeiro de 2027 para os setores que serão alcançados pelo novo Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. A medida foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

O novo tributo, criado pela reforma tributária para incidir sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, tem início de cobrança previsto para fevereiro de 2027.

Por que o governo quer prorrogar o IPI?

A proposta busca evitar um intervalo na arrecadação federal. Pela previsão inicial da reforma tributária, as alíquotas do IPI seriam zeradas em 1º de janeiro de 2027. No entanto, como a regulamentação do Imposto Seletivo sofreu atrasos, a cobrança do novo tributo não começaria imediatamente.

Além disso, a implementação precisa respeitar a chamada noventena, regra que determina um prazo mínimo de 90 dias entre a publicação da norma que institui ou aumenta um tributo e o início de sua cobrança, nos casos em que ela se aplica.

Com a prorrogação, o governo pretende manter a tributação durante janeiro, até que o Imposto Seletivo entre em vigor.

Quais setores serão afetados?

A manutenção temporária do IPI deverá alcançar apenas os segmentos que passarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo.

Entre os produtos mencionados estão:

Proposta depende do Congresso

A prorrogação do IPI exige mudanças na legislação e, por isso, depende da análise e aprovação dos parlamentares.

O governo também precisa avançar na regulamentação do Imposto Seletivo, definindo as regras e alíquotas que serão aplicadas a cada setor.

Até que o Congresso delibere sobre a proposta, a prorrogação ainda não está garantida.

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