A administração do Estado do Rio de Janeiro exonerou mais de seis mil servidores ocupantes de cargos em comissão entre março e agosto deste ano. A medida faz parte de um plano de reorganização administrativa que prevê uma economia de R$ 221 milhões para os cofres públicos até dezembro.
De acordo com auditorias conduzidas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela Controladoria Geral do Estado (CGE), grande parte dos exonerados é suspeita de atuar como “funcionários fantasmas”. As investigações apontaram que muitos desses nomeados compareciam aos órgãos apenas uma vez ao mês para assinar a folha de ponto e sequer possuíam senhas de acesso aos sistemas operacionais do Estado, como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
Até o dia 21 de agosto, o balanço registrou 6.145 exonerações contra 2.496 nomeações. O cálculo da economia financeira projetada leva em consideração exclusivamente as vagas que permanecem não preenchidas.
Enxugamento da máquina e novas diretrizes
A reestruturação também atingiu o primeiro escalão do Executivo estadual, reduzindo o número de secretarias de 32 para 28 por meio de fusões operacionais.
- Critérios de seleção: As novas nomeações estão priorizando servidores de carreira para o primeiro escalão. Todos os indicados passam por triagem do GSI, com foco em eficiência e transparência.
- Novas exonerações: A previsão é de que mais desligamentos ocorram à medida que os relatórios da CGE e do GSI forem finalizados.
Mudanças na gestão estadual
As alterações ocorrem sob a gestão interina do desembargador Ricardo Couto, que assumiu o comando do Estado em 23 de março de 2026, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro para a disputa ao Senado Federal.
Após a renúncia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Castro inelegível por oito anos, contados a partir do pleito de 2022. A condenação foi confirmada pelo plenário do TSE em junho, por 5 votos a 2, mantendo a sanção até 2030.

