O governo interino do Estado do Rio de Janeiro já publicou mais de 2,5 mil exonerações desde a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, ocorrida em março deste ano. Os cortes atingem principalmente cargos comissionados da administração estadual.
Levantamento divulgado pelo Palácio Guanabara aponta que as secretarias da Casa Civil e de Governo concentram o maior número de desligamentos. Juntas, as duas pastas somam mais de 870 exonerações desde o fim de março.
Na sequência aparecem órgãos como a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Detran, Detro e a Secretaria Estadual de Educação. Segundo o governo, o número total de cargos comissionados no estado ultrapassava 14 mil.
Somente na edição mais recente do Diário Oficial, o governador em exercício Ricardo Couto de Castro autorizou novas exonerações em áreas como Casa Civil, Fazenda, Educação, Trabalho e Renda, além de órgãos vinculados como a Loteria do Estado, Fundação Leão XIII e Controladoria-Geral.
As mudanças ganharam força após investigações da Polícia Federal envolvendo suposto favorecimento à Refinaria de Manguinhos e alterações na estrutura da Secretaria de Fazenda.
O Palácio Guanabara informou que as exonerações fazem parte de um processo de auditoria interna e reestruturação administrativa. A expectativa é de que novos desligamentos sejam realizados conforme os levantamentos avancem.

