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Governo do Rio institui política estadual de reocupação territorial para atuar em áreas vulneráveis

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, publicou decretos que instituem a política estadual de reocupação territorial. A medida visa reformular a atuação pública em áreas vulneráveis, transicionando de um modelo focado prioritariamente em operações policiais para uma abordagem integrada de presença do estado.

A iniciativa atende a determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecidas na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas.

Estrutura e novos gabinetes de gestão

A nova política foi formalizada por meio de dois atos normativos:

As ações do programa serão divididas em cinco eixos principais: segurança e justiça, desenvolvimento social, urbanismo e infraestrutura, desenvolvimento econômico e governança.

Governança em três níveis e alternância de comando

A estrutura de governança funcionará de forma descentralizada em três níveis de atuação:

NívelResponsabilidade e composição
EstratégicoConduzido pelo GGI/RJ para definição de diretrizes e áreas prioritárias. Composto por secretarias estaduais e polícias do Rio de Janeiro, com convite permanente a órgãos federais, municipais e ao Ministério Público do Estado (MPRJ).
TáticoLiderado pelo GIGT, contando com representantes das forças de segurança, secretarias de serviços essenciais, diferentes esferas governamentais e lideranças comunitárias.
OperacionalFormado por equipes de campo responsáveis pela execução direta dos projetos sociais, obras de infraestrutura e ações de segurança.

A coordenação executiva do gabinete terá alternância entre a Polícia Civil e a Polícia Militar a cada dois anos.

Monitoramento e transparência pública

Para garantir o acompanhamento das medidas, a transparência das ações será monitorada pelo Observatório de Reocupação Territorial. Além disso, os planos táticos territoriais desenvolvidos para cada região serão divulgados em portal oficial para consulta da população e órgãos de controle.

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