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Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas nesta quinta-feira (10) em diversas regiões do país. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares (FINDECT), a paralisação teve início às 22h e ocorre após as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho terminarem sem consenso.

Entre os principais pontos de divergência está o plano de saúde dos empregados. De acordo com a FINDECT, os Correios propuseram mudanças no modelo de gestão e custeio do benefício, incluindo a possibilidade de a empresa deixar de atuar como mantenedora. A proposta prevê a criação de uma comissão paritária para discutir alternativas para o plano durante um período de até 120 dias.

A entidade sindical afirma que a mudança gera preocupação entre os trabalhadores por possíveis impactos no custeio e na assistência médica oferecida aos empregados, aposentados e familiares.

As assembleias ocorreram depois de uma nova tentativa de negociação envolvendo representantes dos Correios, entidades sindicais e o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A reunião realizada na quinta-feira terminou sem acordo, segundo a FINDECT.

A federação informou que todas as 35 assembleias realizadas até o fechamento de seu balanço aprovaram a paralisação. No Rio de Janeiro, o sindicato da categoria também aprovou a greve.

Crise financeira

A paralisação ocorre em meio a um processo de reestruturação financeira dos Correios. As demonstrações financeiras da empresa apontam que o plano de recuperação econômico-financeira busca melhorar a liquidez e restabelecer o equilíbrio das contas da estatal.

O cenário financeiro também tem sido um dos elementos presentes nas discussões entre a empresa e os trabalhadores. A categoria, por sua vez, reivindica a preservação de direitos e a manutenção das condições previstas no acordo coletivo.

Os Correios ainda não haviam divulgado, até o momento desta publicação, um posicionamento oficial sobre o início da greve.

Informações: CNN Brasil

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