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Febraban alerta para novo golpe telefônico em que criminosos se passam por gerentes de banco

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu um comunicado urgente alertando sobre uma nova onda de fraudes telefônicas. Criminosos estão utilizando tecnologias de mascaramento de número para se passarem por funcionários de bancos e limpar as contas de clientes desavisados.

O golpe é sofisticado: no visor do celular do cliente, aparece o número real da agência ou da central de atendimento do banco, o que confere uma falsa sensação de segurança à vítima.

Como os criminosos agem

O roteiro do golpe geralmente segue um padrão de “urgência artificial”:

  1. O Contato: O golpista liga alegando uma irregularidade (clonagem de cartão, compra suspeita ou invasão da conta).
  2. A Manipulação: Ele afirma que, para “segurar” a conta ou cancelar a transação, o cliente precisa confirmar dados.
  3. A Extração: É solicitado que o cliente digite ou fale senhas, códigos de token ou até realize uma transferência de “teste”.

A Regra de Ouro: Bancos nunca pedem senha

O diretor de Segurança da Febraban, Raphael Mielle, é categórico: instituições financeiras possuem protocolos que proíbem a solicitação de senhas por telefone.

“Se alguém pedir sua senha, seu código de segurança ou pedir para você fazer um PIX para ‘resolver um problema’, desligue na hora. É golpe”, afirma Mielle.

Guia de Proteção: O que você NUNCA deve fornecer

Para garantir a segurança do seu patrimônio, memorize que os bancos jamais solicitarão:


Caiu no golpe? Saiba o que fazer imediatamente (Box):

Se você percebeu que forneceu dados a um criminoso, cada minuto conta:

  1. Ligue para o Banco: Use o número que está no verso do seu cartão (não retorne a ligação que você recebeu). Peça o bloqueio imediato de senhas e dispositivos.
  2. Conteste Transações: Se houver saídas de dinheiro, peça a abertura de um processo de contestação por fraude.
  3. Boletim de Ocorrência (B.O.): Registre o fato na Polícia Civil. Em muitos estados, isso pode ser feito online. O B.O. é essencial para processos judiciais e para o seguro do banco.
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