A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, para reduzir o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em adultos com diabetes tipo 2 que apresentam maior risco cardiovascular.
A decisão amplia o uso do medicamento, que já era autorizado no país para o controle da glicemia em pessoas com diabetes tipo 2.
O princípio ativo do Mounjaro é a tirzepatida, que atua sobre os receptores dos hormônios GIP e GLP-1, relacionados ao controle da glicose e do apetite. Nos Estados Unidos, a mesma substância é comercializada como Zepbound para o tratamento da obesidade.
A nova autorização foi baseada em um estudo que comparou diretamente o Mounjaro ao Trulicity, outro medicamento da Eli Lilly utilizado no tratamento do diabetes. Segundo a empresa, a tirzepatida apresentou uma redução de 8% no risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto e AVC, em comparação com o tratamento de referência.
A aprovação ocorre em meio à expansão do uso de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 para além do controle do diabetes e da obesidade.
A concorrente Novo Nordisk já havia obtido autorização da FDA, em 2024, para o uso do Wegovy, à base de semaglutida, na redução do risco cardiovascular em determinados adultos com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular.
Em 2025, a agência também aprovou o Rybelsus, versão oral da semaglutida, para reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves em determinados pacientes com diabetes tipo 2.
Informações: portalg1

