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Fábrica da GWM no Espírito Santo terá vocação de exportação e será quatro vezes maior que planta paulista

A futura fábrica da Great Wall Motors (GWM) em Aracruz, no Espírito Santo, terá uma projeção para além do mercado nacional. O projeto, que prevê capacidade de até 200 mil veículos por ano e ocupará uma área acima de 1,7 milhão de metros quadrados, foi estruturado com vocação exportadora e integração com o sistema portuário capixaba.

Segundo Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais da GWM no Brasil, a expansão é uma resposta à rápida aceleração das vendas da montadora no país. “Chegamos a 80 mil veículos vendidos no Brasil neste mês. Parte é produzida em São Paulo e parte é importada via Vitória”, afirma.

No ano passado, a companhia vendeu 42 mil veículos no mercado brasileiro. No ritmo atual, a capacidade da planta paulista, estimada em 50 mil carros por ano, se tornaria insuficiente para atender à demanda doméstica num futuro breve.

A nova unidade capixaba terá escala quatro vezes superior à fábrica de São Paulo. Na prática, uma base industrial capaz de atender ao mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, atender o mercado latino-americano.

O desenho do projeto no Espírito Santo considera a vocação para o comércio exterior. A localização em Barra do Riacho, próxima ao complexo portuário de Aracruz (leia-se: Porto da Imetame) e à retroárea industrial, reduz custos logísticos e encurta o caminho até mercados da América Latina. 

Além disso, a presença da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no Estado reforça essa estratégia, permitindo estrutura tributária diferenciada para operações voltadas ao exterior.

Para o diretor da GWM, o planejamento da fábrica está focado na competitividade: “Temos que ser competitivos dentro do nosso grupo. A China tem uma escala muito alta e qualidade de manufatura. Temos que estar à altura no Brasil”, afirma Bastos.

Fonte: Folha Vitória

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